Eu queria que este dia chegasse do mesmo jeito que eu queria que esse dia não chegasse. Este é o último post, e depois de contar brevemente a história deste lugarzinho na internet, vou contar o motivo do fim.
Entrei na blogosfera, de modo passivo lá por 2006. Era apenas um leitor e vi vários blogs nascerem, crescerem e morrerem. Ter um blog para organizar as besteiras que eu inventava era só um sonho. Daí quando notei que haviam muitos blogs fazendo algum sucesso com um conteúdo muito ruim, clichê e nada criativo, percebi que poderia fazer melhor e depois de muito planejar, tomei coragem para brincar de blog. Então, em agosto de 2008, criei o Blog que Ninguém Lê e passei a ser um blogueiro de modo ativo.
Eu, como estudante de publicidade desempregado, não poderia ficar sem criar nada. A pressão de ter que inventar algo novo 7 dias por semana me disciplinou mais. Aprendi a inventar estratégias para conseguir criar coisas novas e fui descobrindo vários macetes para isso, como fazer mini-séries. E esse tipo de macete e estratégia de criação vai me ajudar num futuro profissional não muito distante.
Eu também tinha que aplicar o que eu aprendia em sala de aula em algum lugar. E esse lugar foi aqui. Meus posts, o layout do blog, o conteúdo, o modo de escrever, tudo isso foi diretamente influeciado pela faculdade.
Eu precisava praticar a escrita. Assim como um dia sonhei ser blogueiro, agora sonho em ser redator e um dia, cronista e escritor. E para aparfeiçoar a escrita, só escrevendo. Acredito que foi onde mais evoluí nestes 10 meses de blog. Como quem-sabe-futuro-cronista, esbocei um estilo próprio de escrever. Se quem é mais ligado nos textos observar bem, eu agora sigo um padrão de estilo em meus escritos. Um algo meu nas palavras. E claro, gramática e sintaxe evoluíram junto. Acho que só faltou mesmo é aprender a prestar atenção nos errinhos de digitação e grafia de palavrinhas chatas, mas nisso agente damos um geito.
Enfim, aprendi com o Blog que Ninguém Lê coisas que eu jamais aprenderia em outro lugar. Uma experiência de 10 meses que recomendo à todos que tem muito à falar, e poucos para ouvir. Foi quase um emprego não remunerado, que me sugou horas diárias. Minha bunda ficou dormente muitas madrguadas de tanto ficar aqui na frente do monitor. Não assisto televisão, há 10 meses. Não vou dormir antes da meia noite há 10 meses.
E sabem por quê estou parando? Porque este blog cumpriu a missão de me manter ocupado enquanto não consguia emprego. Arranjei uma ocupação profissional e não há como eu dividir tempo com a arte de blogar. Agora sou um publicitário, e não um blogueiro.
E também tenho outros projetos e compromissos dos quais eu estava me afastando. Toco violão e canto em uma banda de rock(?) cristã e o blog me tirava o tempo que eu poderia usar para compor, praticar e aparefeiçoar nossas músicas. Muitas vezes deixei de caprichar em alguns trabalhos da faculdade e não estudei para provas por causa do Blog. Leio pouco para alguém que pretende trabalhar escrevendo. Pretendo também começar a ler e escrever sobre lógica teológica e criacionista e planejo desenvolver este assunto. Isto tudo requer tempo e o que preciso é exatamente o tempo que eu gasto com o blog, de 2 à 3 horas diárias.
Eu estava super animado, acustumado à blogar, bem feliz com a popularidade e quantidade de acessos, mas oporatunidades não surgem toda a hora. E como bem disse um genial pensador anônimo: "O sucesso é medido pelas coisas que você teve que abdicar para conquistá-lo."
Este post é um alívio. É triste, mas é feliz. Inexplicável e paradoxal, como todas as grandes mudanças em nossas vidas.
É o fim do Blog que Ninguém Lê. É um degrau que venci com a ajuda de quem entrou aqui e reconheceu o meu trabalho. É uma mudança de época em minha vida que certamente é dividade em antes do blog e depois do blog.
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O blog acabou, mas eu não morri: orkut, fotolog, twitter,flickr, youtube, e-mail




ESTRATÉGIA…. vale o negócio… 





















